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25-05-2020 - Instituições terão de 1º a 5 de junho para manifestar interesse em aderir ao Prouni 2º/2020

Período para adesão vai dos dias 1º a 10 do mesmo mês As mantenedoras de instituições de educação superior que querem participar pela primeira vez do Programa Universidade para Todos (Prouni) na edição referente ao segundo semestre de 2020 deverão manifestar interesse de 1º a 5 de junho. O procedimento deve ser realizado pelo Sistema Informatizado do Prou -ni (SisProuni). O edital (http://www.in.gov.br/en/web/dou/-/-n-37-de-21-de-maio-2020-programa-universidade-para-todos-prouni-258109627)com o calendário do programa foi publicado na edição desta sexta-feira, 22 de maio, do Diário Oficial da União (DOU). Também no dia 1º começa o prazo para adesão das mantenedoras tidas como aptas, período que vai até 10 de junho. Só poderão aderir ao Prouni as entidades que não tiverem os nomes no Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados do Setor Público Federal (Cadin), ou seja, que não tenham dívidas com a União. As mantenedoras são as pessoas jurídicas responsáveis pelos recursos necessários para o funcionamento das instituições de ensino superior. Já as mantenedoras que já participam do Prouni têm de 1º a 10 de junho para emissão de termo aditivo ao processo seletivo. A retificação, pelas mantenedoras, dos termos de adesão e termos aditivos deverão ser feitas de 15 a 17 de junho. Todos os procedimentos são feitos pelo SisProuni. Os prazos ficam abertos até as 23h59 do último dia em cada uma das etapas. O programa – O Prouni é o programa do Ministério da Educação (MEC) que oferece bolsas integrais (100%) e parciais (50%) em instituições privadas de educação superior. Fontes: Guilherme Pera, do Portal MEC - 22.05.2020 e Revista Gestão Universitária

19-05-2020 - Inscrições para prêmio das melhores teses de doutorado vão até 29 de maio

A solicitação deve ser realizada pelos coordenadores dos programas de pós-graduação Interessados em participar da 15ª edição do Prêmio Capes de Tese têm até o dia 29 de maio para fazer a inscrição. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), vai selecionar as melhores teses de doutorado defendidas no Brasil em 2019. A solicitação deve ser realizada no site da Coordenação, pelos coordenadores dos programas de pós-graduação (PPGs) de teses defendidas no ano passado. A premiação aceita teses registradas na Plataforma Sucupira da Capes. Os trabalhos serão escolhidos dentro de cada uma das áreas de avaliação reconhecidas pela Coordenação, que fazem parte dos três grandes colégios de conhecimento (Ciências da Vida, Humanidades e Exatas). A seleção será realizada por comissões de avaliação que levarão em consideração a originalidade, o caráter inovador do trabalho e a relevância para o desenvolvimento científico, tecnológico, cultural e social do país. Os autores das teses selecionadas receberão uma bolsa de estágio pós-doutoral em instituição nacional; seu orientador, um prêmio para participação em evento acadêmico-científico nacional, no valor de R$ 3 mil. Dos trabalhos selecionados no Grande Prêmio, o orientador receberá R$ 9 mil para participação em congresso internacional e o autor ganhará uma bolsa para estágio pós-doutoral de 12 meses em uma instituição internacional. A iniciativa também tem o grande prêmio de cada uma das três áreas do colégio do conhecimento. Nessa categoria, o autor ganhará uma bolsa para estágio pós-doutoral de 12 meses em uma instituição estrangeira e o prêmio do orientador será de R$ 9 mil para congresso internacional. Além disso, dois prêmios de R$ 20 mil serão oferecidos pelo Instituto Serrapilheira. Fontes: Assessoria de Comunicação Social, com informações da Capes - MEC (18.05.2020) e Revista Gestão Universitária.

14-05-2020 - Censup aberto para o período de coleta de informações das instituições de educação superior

Prorrogado até 5 de junho o período para preenchimento de dados do Censo da Educação Superior 2019. Todas as instituições brasileiras, públicas e privadas, devem declarar as informações, por meio da plataforma eletrônica, para o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O prazo foi ampliado para adequar a coleta às necessidades provenientes das medidas de isolamento social decretadas para conter a propagação da pandemia de COVID-19. Cabe ao pesquisador institucional, representante oficial da instituição junto ao Inep, o preenchimento dos dados. É o pesquisador que responde aos questionários eletrônicos do Sistema Censup, verifica e corrige possíveis inconsistências dos dados declarados, além de responder, no limite de suas atribuições, a questionamentos do Inep referentes ao Censo da Educação Superior. A partir da base de dados do Censup, o Inep gera informações para subsidiar a formulação, o monitoramento e a avaliação das políticas públicas. Os dados também são elementos importantes para a elaboração de estudos e pesquisas, além da construção de indicadores sobre a educação superior brasileira. O Inep tem mantido a interlocução com as instituições de educação superior, por meio do recebimento de ligações telefônicas, troca de e-mails e envio periódico de informativos (boletins, "fica a dica", relatórios de preenchimento, entre outros). O cronograma atualizado do Censo Superior prevê que a conferência e ajuste dos dados declarados, a próxima etapa da pesquisa estatística, ocorrerá no período entre 8 e 26 de junho. Censo da Educação Superior – Reúne informações sobre as instituições de educação superior, cursos, docentes e alunos. O preenchimento do censo é pré-requisito para a expedição de atos regulatórios e para a participação das instituições de educação superior em programas do Ministério da Educação, como o Prouni, o Fies e as bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). O censo subsidia ainda a avaliação da educação superior, sendo insumo para o cálculo do Conceito Preliminar de Curso (CPC) e do Índice Geral de Cursos (IGC), dois dos Indicadores da Qualidade da Educação Superior divulgados pelo Inep. Saiba mais sobre o Censo da Educação Superior (http://portal.inep.gov.br/web/guest/censo-da-educacao-superior) Fontes: Assessoria de Comunicação Social do Inep (13.05.2020) e Revista Gestão Universitária

08-05-2020 - MEC incentiva abertura de 122 mil vagas em cursos de qualificação profissional online durante pandem

Para viabilizar a oferta, ministério investiu R$ 60 milhões por meio do programa Novos Caminhos O Ministério da Educação (MEC) investiu R$ 60 milhões para incentivar a abertura de 122 mil vagas em cursos de qualificação profissional a distância na rede federal de educação profissional, científica e tecnológica. A rede é integrada por institutos federais, Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets), escolas técnicas vinculadas às universidades federais e instituições das redes estaduais, distrital e municipais. A iniciativa, uma ação do programa Novos Caminhos, é viabilizada com recursos da pasta e infraestrutura das instituições de ensino parceiras. De acordo com o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do ministério, Ariosto Antunes Culau, o MEC entende como prioritária a geração de oportunidades de qualificação profissional nesse momento de restrição da mobilidade. “Na retomada econômica, é fundamental que estejamos preparados para os desafios do mercado”, afirmou. As vagas são liberadas aos poucos, conforme confirmação de acordos ente o MEC e as instituições participantes. Em abril, foram aprovadas 86.020 vagas, em diversos cursos, em parceira com 31 instituições de ensino. Os processos seletivos para o preenchimento das vagas vão ocorrer durante o mês de maio. Nesta etapa, o MEC já firmou parceria com 17 institutos federais, 4 escolas técnicas vinculadas a universidades federais, 9 estados e 1 município. Até junho, mês previsto para o fim da ação, a expectativa é que sejam criadas, ao todo, 122 mil vagas de qualificação profissional online em todo o Brasil. Os cursos oferecidos são gratuitos, podem ser feitos por interessados de qualquer parte do Brasil e abrangem diversas áreas, como ciências agrárias, desenvolvimento de jogos e aplicativos para mídias sociais, tecnologia da informação, administração, logística, meio ambiente, agroindústria, comércio exterior, fotografia, empreendedorismo. A carga horária e escolarização mínima exigida variam de acordo com a oferta. A seleção, a matrícula, a divulgação e a realização dos cursos são de responsabilidade das instituições parceiras. Cada uma abre processo com formato, critérios e cronograma próprios. As vagas são divulgadas nos sites das instituições e também na plataforma do Novos Caminhos. Na plataforma, o usuário pode fazer uma busca por instituição e ter informações sobre o curso, número de vagas e inscrição. Novos Caminhos – A criação das vagas durante a pandemia é uma ação do programa Novos Caminhos, iniciativa abre novas oportunidades e novos cursos com foco nas demandas do mercado e nas profissões do futuro. Fontes: MEC - 07.05.2020 e Revista Gestão Universitária.

30-04-2020 - FNDE antecipa repasse de R$ 364 milhões de programa de alimentação escolar

Valor é referente à parcela de maio; montante total já repassado estados e municípios, em 2020, chega a R$ 1,4 bilhão Guilherme Pera, do Portal MEC O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), vinculado ao Ministério da Educação (MEC), antecipou o repasse de R$ 364,4 milhões do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), valor da quarta parcela de 2020. O total chega a R$ 1,4 bilhão destinado a estados e municípios neste ano. Mesmo com a pandemia e a paralisação de atividades presenciais nas escolas, os repasses têm sido assegurados. O governo federal adaptou a legislação do programa para possibilitar a entrega dos alimentos às famílias dos estudantes. Já foram registradas entregas de kits da alimentação escolar em todas as regiões brasileiras. A orientação do FNDE é que a distribuição seja realizada em forma de kits, definidos pela equipe de nutrição local, de acordo com a faixa etária de cada estudante e o período em que estaria sendo atendido na unidade escolar. Além disso, os kits devem seguir as determinações do PNAE, como respeitar hábitos alimentares, a cultura local e a qualidade nutricional e sanitária. PNAE – Executado pelo FNDE, o PNAE tem a finalidade de oferecer alimentação escolar e ações de educação alimentar e nutricional a estudantes de todas as etapas da educação básica pública. O programa atende diariamente cerca de 40 milhões de estudantes.O FNDE realiza repasses mensais a estados e municípios durante o ano letivo. Os meses contemplados, portanto, vão de fevereiro a novembro. O objetivo da iniciativa é contribuir para o crescimento e o desenvolvimento biopsicossocial, a aprendizagem, o rendimento escolar e a formação de hábitos alimentares saudáveis dos alunos. A legislação do PNAE restringe a aquisição de alguns alimentos ricos em açúcar, sódio e gorduras, assim como limita a quantidade desses nutrientes nas preparações diárias e a oferta de doces ou preparações doces na semana. O FNDE busca ampliar as ações direcionadas à comunidade escolar, com objetivo de prestar assistência técnica aos municípios, estados e ao Distrito Federal, subsidiando-os com informações, documentos técnicos, cursos presenciais a distância.Além de melhorar a qualidade da alimentação nas escolas, o programa movimenta a economia local ao utilizar pelo menos 30% dos recursos financeiros disponíveis na compra de alimentos da agricultura familiar. O projeto é acompanhado e fiscalizado diretamente pela sociedade, por meio dos Conselhos de Alimentação Escolar (CAE), e também pelo FNDE, pelo Tribunal de Contas da União (TCU), pela Controladoria Geral da União (CGU) e pelo Ministério Público. Saiba os valores repassados por unidade da federação: • Acre: R$ 4.770.303,20 (estadual) + R$ 4.111.195,12 (municipal) = R$ 8.881.498,32 (total); • Alagoas: R$ 5.731.391,29 (estadual) + R$ 22.016.981,60 (municipal) = R$ 27.748.372,89 (total); • Amapá: R$ 3.784.461,21 (estadual) + R$ 2.790.729,60 (municipal) = R$ 6.575.190,81 (total) • Amazonas: R$ 8.015.188,00 (estadual) + R$ 23.219.666,32 (municipal) = R$ 31.234.854,32 (total); • Bahia: R$ 24.219.799,20 (estadual) + R$ 86.759.425,50 (municipal) = R$ 110.979.224,70 (total); • Ceará: R$ 15.982.686,32 (estadual) + R$ 68.425.081,06 (municipal) = R$ 84.407.767,38 (total); • Distrito Federal: R$ 15.478.510,72 (total); • Espírito Santo: R$ 4.381.595,08 (estadual) + R$ 21.374.390,58 (municipal) = R$ 25.755.985,66; • Goiás: R$ 16.526.909,40 (estadual) + R$ 28.448.645,35 = R$ 44.975.554,75 (total)Ç • Maranhão: R$ 10.574.693,32 (estadual) + R$ 64.442.192,91 (municipal) = R$ 75.016.886,23 (total)Ç • Minas Gerais: R$ 54.302.778,52 (estadual) + R$ 80.280.077,05 (municipal) = R$ 134.582.855,57 (total); • Mato Grosso do Sul: R$ 5.445.010,46 (estadual) + R$ 15.778.983,65 (municipal) = R$ 21.223.994,11 (total); • Mato Grosso: R$ 12.559.867,00 (estadual) + R$ 16.707.477,58 (municipal) = R$ 29.267.344,58 (total); • Pará: R$ 5.049.467,20 (estadual) + R$ 64.517.385,08 (municipal) = R$ 69.566.852,28 (total); • Paraíba: R$ 22.096.716,80 (municipal); • Pernambuco: R$ 25.384.784,00 (estadual) + R$ 43.077.300,36 (municipal) = R$ 68.462.084,36 (total); • Piauí: R$ 8.866.822,40 (estadual) + R$ 24.874.023,11 (municipal) = R$ 33.740.845,51 (total); • Paraná: R$ 30.605.443,24 (estadual) + R$ 52.711.586,77 (municipal) = R$ 83.317.030,01 (total); • Rio de Janeiro: R$ 22.794.975,88 (estadual) + R$ 66.018.337,40 (municipal) = R$ 88.813.313,28 (total); • Rio Grande do Norte: R$ 7.870.521,40 (estadual) + R$ 17.162.065,83 (municipal) = R$ 25.032.587,23 (total); • Rondônia: R$ 6.037.923,04 (estadual) + R$ 6.463.988,87 (municipal) = R$ 12.501.911,91 (total); • Roraima: R$ 2.671.353,60 (estadual) + R$ 2.733.534,60 (municipal) = R$ 5.404.888,20 (total); • Rio Grande do Sul: R$ 25.612.670,68 (estadual) + R$ 47.766.155,77 (municipal) = R$ 73.378.826,45 (total); • Santa Catarina: R$ 16.585.685,00 (estadual) + R$ 37.476.611,14 (municipal) = R$ 54.062.296,14 (total); • Sergipe: R$ 2.940.469,20 (estadual) + R$ 10.322.242,63 (municipal) = R$ 13.262.711,83 (total); • São Paulo: R$ 78.585.075,56 (estadual) + R$ 235.825.345,37 (municipal) = R$ 314.410.420,93 (total); • Tocantins: R$ 5.739.874,20 (estadual) + R$ 9.699.035,68 (municipal) = R$ 15.438.909,88 (total). MEC - 29.04.2020 Fonte: Revista Gestão Universitária

22-04-2020 - Capes prorroga bolsas no exterior por 30 dias

Medida objetiva garantir segurança aos pesquisadores que estão em países com fronteiras fechadas durante a pandemia A duração de bolsas internacionais de pesquisadores que voltariam ao Brasil em abril foi prorrogada por 30 dias. A medida da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) foi pensada para dar mais segurança aos bolsistas que estão perto do término do benefício em países com fronteiras fechadas durante a pandemia do novo coronavírus. Para solicitar a prorrogação no pagamento da bolsa, os pesquisadores devem entrar em contato com técnicos da Capes pelo sistema Linha Direta. De acordo com a Coordenação vinculada ao Ministério da Educação (MEC), é preciso encaminhar documentos que informem sobre o encerramento de fronteiras e aeroportos, fechamento da instituição e a validade do visto de estudante. Os bolsistas receberão um documento com orientações sobre os cuidados necessários para permanência no exterior, manutenção do pagamento das bolsas e medidas a serem adotadas caso optem pelo retorno ao Brasil. Segundo a Capes, há 3.300 pesquisadores com bolsas no exterior e todos foram questionados, via Linha Direta, sobre o desejo de permanência ou retorno ao Brasil. Ao todo, 582 já estão no país e outros 25 em procedimento de retorno. “Nestes tempos de grande incerteza, a solidariedade e a assistência aos nossos bolsistas que se encontram no exterior é a nossa maior preocupação”, afirmou o presidente da Capes, Benedito Aguiar. Caso seja necessário, a Coordenação permite que o próprio bolsista compre a passagem de volta, desde que comunique o procedimento à coordenação com antecedência. Nestas condições, há reembolso de até 70% do valor do auxílio-deslocamento. Aqueles que receberam o auxílio para a compra da passagem em parcela única para os trechos de ida e volta podem solicitar à Capes um complemento, caso o valor da remarcação ultrapasse o auxílio pago. Os bolsistas que recebem bolsa nacional e se encontram fora do país deverão consultar seu programa de pós-graduação brasileiro sobre a possibilidade de reativação da bolsa nacional se quiserem voltar ao Brasil antes do fim do período no exterior. Fontes: Assessoria de Comunicação Social, com informações da Capes - MEC (17.04.2020) e revista GestãoUniversitária.

16-04-2020 - MEC vai lançar edital com novos prazos para o Prouni

Estudantes que estão na lista de espera não serão prejudicados. Medida é necessária por conta da paralisação de atividades em diversas localidades do país; candidatos do Fies também terão novos prazos Dyelle Menezes, do Portal MEC O Ministério da Educação (MEC) vai lançar um novo edital do Programa Universidade para Todos (Prouni). A ideia é que candidatos que estão na lista de espera e aguardam análise de documentos ou que não tiveram a oportunidade de comprovar informações junto às instituições de ensino superior não sejam prejudicados. As atividades foram suspensas por conta da paralisação de diversos serviços em estados e municípios durante a pandemia do coronavírus. Mais de 90 mil pessoas que concorrem a bolsas de estudo remanescentes do programa encontram-se nessa situação. “Passamos por um momento inédito no país. Gostaríamos de tranquilizar os estudantes. Assim que tudo se normalizar, o MEC dará o prazo que for necessário para concluir essa etapa. Quem preencher os requisitos será contemplado com a bolsa de estudos e fazer seu tão sonhado curso superior”, afirmou o secretário de Educação Superior do MEC, Wagner Vilas Boas de Souza. Para reduzir o impacto, o MEC já havia suspendido, por tempo indeterminado, o período da lista de espera do programa. As mudanças foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU). O Prouni é o programa que oferece bolsas integrais (100%) e parciais (50%) em instituições privadas de educação superior. A lista de espera é mais uma oportunidade para candidatos que não foram pré-selecionados na primeira e na segunda chamadas conseguirem uma bolsa pelo programa. Os estudantes são classificados por curso e turno, seguindo as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019. Entenda as etapas do ProUni: Consulta à oferta de vagas – Em 27 de fevereiro, o MEC disponibilizou a consulta da oferta de 252.534 bolsas no sistema do programa. Foi o maior número de vagas em processos seletivos de primeiro semestre. Ao todo, 1.346 instituições privadas de ensino superior participam do Prouni. Inscrições – As inscrições ficaram disponíveis de 28 de janeiro a 1º de fevereiro. Foram registradas 1.507.807 inscrições, feitas por 782.497 pessoas. O número de inscrições é maior que o de inscritos porque cada participante pode escolher até duas opções de instituição, curso e turno. Resultado dos pré-selecionados – Foi divulgado em 4 de fevereiro. Os alunos pré-selecionados entraram no sistema do Prouni para conferir o resultado. Comprovação das informações e eventual processo seletivo próprio das instituições (primeira chamada) – De 4 a 11 de fevereiro, os estudantes tiveram que levar a documentação para comprovação das informações apresentadas no ato da inscrição. Registro no SisProuni e emissão dos termos pelas instituições (primeira chamada) – De 4 a 14 de fevereiro, as instituições enviaram informações com as bolsas da primeira chamada que foram preenchidas. Segunda chamada – O MEC divulgou os resultados da segunda chamada em 18 de fevereiro. Os pré-selecionados nessa fase tiveram de 18 a 28 de fevereiro para comprovar as informações apresentadas na inscrição. Registro no SisProuni e emissão dos termos pelas instituições (segunda chamada) – De 18 de fevereiro a 3 de março, as instituições enviaram informações com as bolsas da segunda chamada que foram preenchidas. Lista de espera – De 6 a 9 de março, estudantes puderam manifestar interesse nas bolsas da lista de espera. A lista foi informada pelo MEC para as instituições de ensino no dia 12 de março. Os candidatos puderam verificar o resultado nas instituições de ensino que escolheram para estudar. Comprovação de informações – De 13 a 16 de março, os candidatos que manifestaram interesse na lista de espera deveriam comprovar as informações junto às instituições de ensino em que pleitearam uma vaga. Nesse período, começaram as medidas de isolamento de estados e municípios em razão do coronavírus e a paralisação de atividades em instituições de ensino. Com isso, 91.764 candidatos aguardam a reabertura das instituições de ensino para realizarem a entrega da documentação ou receberem retorno das instituições de ensino sobre a vaga pleiteada. Suspensão de prazo – Para minimizar os prejuízos da pandemia do coronavírus, o MEC prorrogou por tempo indeterminado o período da lista de espera do Prouni. Fies Mais de 20 mil estudantes que manifestaram interesse na lista de espera do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) estão no processo de confirmar informações junto às instituições de ensino particulares ou agências bancárias. Os processos estão suspensos também em razão da paralisação de atividades em estados e municípios. O Fies é um programa do MEC que financia cursos superiores, em instituições particulares, a estudantes que não possuem condições de arcar com os custos. Confira todo cronograma do Fies já realizado pelo MEC até o momento: Inscrições – Estudantes puderam se inscrever no programa de 5 a 14 de fevereiro. Cerca de 270 mil pessoas se inscreveram para concorrer a 70 mil vagas, ou seja, quase 4 candidatos por vaga. Resultado – O MEC divulgou a lista dos pré-selecionados para as vagas do Fies no dia 26 de fevereiro. Registro de dados financeiros – Os pré-selecionados tiveram de 27 de fevereiro a 2 de março para complementarem as informações financeiras no sistema. Em seguida, precisaram comprovar os dados junto à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de ensino na qual o candidato fará o curso e ainda à agência do agente financeiro escolhida na hora da inscrição. Lista de espera – Quem participou da seleção, mas não foi aprovado na primeira chamada, acabou automaticamente inserido na lista de espera. De 28 de fevereiro até hoje, o MEC “rodou” três listas de espera para contemplar estudantes com vagas que não foram ocupadas na etapa principal. O prazo foi suspenso pelo mesmo motivo do Prouni. As mais de 20 mil pessoas que aguardam a finalização desse processo não serão prejudicadas. O MEC prorrogou, por tempo indeterminado, o período de convocação da lista de espera e prorrogou também, os prazos para comprovação de dados junto à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de ensino e junto à agência bancária. Após a normalização das atividades pelo país, o MEC vai garantir novos prazos aos candidatos ao financiamento estudantil. Fonte: Revista Gestão Universitária

05-04-2020 - Políticas Educacionais por Wolmer Ricardo Tavares

A educação nada mais é que o reflexo de sua sociedade e também de seu país, e ela é uma projeção das políticas educacionais, que a direcionaram para redenção da sociedade, reprodução ou para transformação. A política educacional influencia os processos formativos e informativos desenvolvidos em sociedade, e a mesma pode ser transparente direcionada para fomentar uma cidadania crítica e ter uma educação transformadora, ou ser camuflada e direcionar a educação para criação de massa de manobra, fomentando a alienação e domesticação subalterna. Bruini, em seu texto o que é Política Educacional, publicado pelo Canal do Educador[1] deixa claro que a intenção de uma política educacional pode ser observada sob o prisma do poder, e este poder relaciona-se a duas vertentes da práxis política que é a aristotélica e a platônica, sendo que a primeira a política educacional é municipalizante podendo ter a participação da comunidade escolar, sendo que na platônica, ela é tecnocrática e representada por uma elite com perfil antidemocrático. A autora David em seu artigo intitulado Política educacional brasileira e sua dimensão social; verso e reverso, publicado pela Unesp em 2015[2] ressalta que as políticas educacionais "dizem respeito a todas as propostas e ações" seja englobando todo plano de educação, no espaço escolar ou nos próprios limites da sala de aula. Para a autora, em relação a suas especificidades em nosso país, elas têm ganhado significado e são entendidas de forma uníssona com as políticas sociais. Araújo em seu artigo Estado, política educacional e direito à educação no Brasil: "o problema maior é o de estudar", publicado pela Educ. rev. no.39 em 2011[3], esclarece que a política educacional foi forjada sob pilares como problemas de acesso, permanência e qualidade além das configurações históricas do Estado brasileiro, e isso destacou as desigualdades sociais e regionais além de um processo excludente quanto ao direito à educação no Brasil tanto na vertente normativa-política quanto nas dinâmicas intraescolares. Segundo Araújo um dos problemas enfrentados nas políticas educacionais estava em um sistema de educação que não era denominado nacional e isso estava relacionado as profundas disparidades entre redes, sistemas de ensino e a própria disparidade entre estados e regiões. Obviamente que hoje temos como aliada a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) já comentada em muitos textos publicados pela Revista Gestão Universitária[4] Mello em seu artigo intitulado Políticas públicas de educação, publicado pela Estud. av. vol.5 no.13 em 1991[5], esclarece que a educação é indispensável para assegurar a justiça social e até mesmo a erradicação da violência, o respeito ao meio ambiente, o fim das discriminações sociais bem como outros objetivos humanistas além de ser indispensável para formar uma sociedade mais igualitária, solidária e integrada. Pode-se perceber que a educação pública é o melhor caminho para uma politização voltada para igualdade social e inclusão, dito isso, pode-se constatar que à escola precisa ter uma visão democrática propagando assim a universidade da cultura escolar, fazendo com que a mesma dissemine saberes, desenvolva habilidades e difunda uma educação mais humanizada e humanizadora, pois já afirmava o Jean Jacques Rosseau: “Que se destine meu aluno à carreira militar, eclesiástica ou à advocacia, pouco me importa. Antes da vocação dos pais, a natureza chama-o para a vida humana. Viver é o ofício que quero ensinar. Saindo de minhas mãos, ele não será, concordo, nem magistrado, nem soldado, nem padre; será primeiramente um homem.” Desta forma, que as políticas públicas então, tenham como cerne: conhecimento útil e aplicável, discernimento, criticidade, cultura, comunicação, argumentação, senso de equipe e senso de time, cooperação, empatia, civilidade, responsabilidade, cidadania, protagonismo, criticidade, humanidade e humanismo. ________________________________________ [1] Para mais informações vide https://educador.brasilescola.uol.com.br/politica-educacional/o-que-politica-educacional.htm [2] Para mais informações vide http://books.scielo.org/id/zt9xy/pdf/david-9788579836220-07.pdf [3] Para mais informações vide ARAUJO, Gilda Cardoso de. Estado, política educacional e direito à educação no Brasil: "o problema maior é o de estudar". Educ. rev., Curitiba , n. 39, p. 279-292, Apr. 2011 . Available from . access on 02 Apr. 2020. https://doi.org/10.1590/S0104-40602011000100018. [4] Para mais informações vide www.wolmer.pro.br/artigos.htm [5] Para mais informações vide MELLO, Guiomar Namo de. Políticas públicas de educação. Estud. av., São Paulo , v. 5, n. 13, p. 7-47, Dec. 1991 . Available from . access on 02 Apr. 2020. https://doi.org/10.1590/S0103-40141991000300002. Fonte: Revista Gestão Universitária (ipsis litteris)

16-03-2020 - Se especializar em tempos de crise: por que é tão necessário?

Todo o aprendizado obtido ao longo de uma graduação não é suficientemente necessário para se garantir um posicionamento em ascensão no mercado de trabalho, cada vez mais competitivo. E especialmente em tempos de crise, temos que buscar uma formação contínua para intensificar a empregabilidade e nos manter cada vez mais ativos junto as organizações. E por isso a Pós-Graduação tem sido muito requisitada, seja no processo seletivo de uma empresa, seja nos editais de concursos públicos. Atualmente, as empresas têm dado preferência a quem possui uma Pós-graduação voltada para a vaga de emprego oferecida. Vale destacar que o contato com pessoas diferentes, das que estão comumente em seu convívio social, é valioso para o crescimento pessoal e também para a ampliação da sua rede de contatos profissionais. O chamado networking, nada mais é, do que a expansão das suas relações pessoais e profissionais, que pode ser de grande valia no mundo corporativo. Cursar uma pós-graduação propicia troca de experiências e informações atualizadas sobre o mercado de trabalho. A Pós-Graduação viabiliza uma série de vantagens, dentre elas; ascensão profissional, redirecionamento de funções, visão empreendedora e, sobretudo, reconhecimento profissional, que é tão essencial na carreira, pois a valorização do desempenho é a mola propulsora para o crescimento profissional e pessoal. Ao ingressar num curso, o profissional incrementará seu currículo, tendo ótimas condições de galgar novas posições e maiores desafios junto às organizações. Um pós-graduado, de um modo geral, consegue obter um salário bem mais expressivo, comparado ao profissional que tem somente a graduação. É importante salientar que as empresas observam atentamente se o profissional tem iniciativa, se está aperfeiçoando seus conhecimentos, se a reciclagem é uma constante em sua carreira profissional. Portanto, o autodesenvolvimento é uma característica extremamente necessária dentro de uma organização, pois possibilita exponencialmente a participação em processos seletivos internos, bem como a oportunidade de uma promoção. É de fundamental importância a escolha Instituição de Ensino Superior (IES), para realizar um curso de Pós-Graduação, pois ela tem que ser credenciada pelo MEC, ser uma IES idônea, pois contrário o Certificado não terá validade junto ao mercado de trabalho. Autora: Adriana Silva Fialho Cambuí, Coordenadora Geral da Pós-Graduação do Centro Universitário de Viçosa – UNIVIÇOSA. Fonte: Revista Gestão Universitária.

08-03-2020 - Mulheres estão à frente da gestão escolar e da maior pesquisa estatística educacional do país

A educação básica brasileira é gerida, predominantemente, por mulheres. Nas 180,6 mil unidades escolares do país, mais de 80% dos gestores são do sexo feminino. É o que mostram os dados do Censo Escolar da Educação Básica 2019. A maior pesquisa estatística educacional brasileira, realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apresentou, pela primeira vez, nesta edição, os primeiros dados sobre quem são os gestores das escolas brasileiras. Gestores e diretores – O levantamento estatístico da educação básica apresenta aprimoramentos a cada ano. Em 2019, o Censo Escolar inovou ao traçar o perfil dos profissionais à frente da gestão escolar. Os dados mostram que, dos 187,7 mil gestores declarados na pesquisa, 86% são diretores e 14% estão em outros cargos. Entre os mais de 143 mil diretores, 81,9% são do sexo feminino. O percentual é aproximado também para o grupo de gestores que ocupam outros cargos: 81,5% são mulheres. Mulheres no Censo Escolar – A pesquisa estatística do Censo Escolar permite delinear um perfil detalhado de todos os 48 milhões de estudantes da educação pública e privada do país, além dos 2,2 milhões de professores. Para reunir todas as informações, o Inep conta com a parceria de milhares de pessoas que usam o Educacenso, sistema que contém o banco de dados da pesquisa. Nesse trabalho, as mulheres exercem papel estratégico. Coordenadora-geral – Poucas pessoas podem dizer que conhecem tão bem o censo quanto a coordenadora-geral do Censo Escolar, Célia Gedeon, que exerce o cargo desde 2005. Célia acompanha o aperfeiçoamento da pesquisa desde 1983. Naquele ano, ela passou a ser uma das digitadoras dos questionários enviados pelas escolas no Ministério da Educação (MEC). Foi naquela época que a curiosidade da servidora a levou a prestar atenção não só na digitação, mas nas informações que os formulários traziam.