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AMPLIE SEU VOCABULÁRIO
09.01.2021



                                                                                      Luiz Carlos dos Santos


O objetivo deste singelo texto é instigar os estudantes, que ingressam em Instituições de Educação Superior (IES), a ampliar o vocabulário para a produção de resumos, papers, relatórios, artigos técnico-científicos, entre outras peças acadêmicas. Para tanto, o hábito da leitura diária é algo de fundamental importância. Ler jornais, livros, periódicos, anais de eventos técnico-científicos etc., enfim, a leitura constante e contínua vai alargando o vocabulário, evitando repetições for falta de conhecimento de palavras sinônimas.


De acordo com Flavia Neves (2017), “No processo de aquisição de novas palavras, é essencial que se aprenda a dar atenção às palavras. Ouvi-las realmente, estando atento à estrutura que apresentam, à forma como são pronunciadas, ao significado que transmitem”. Assim, o estudante paulatinamente vai ficando mais crítico em relação à escrita e ao próprio discurso.


Para Walter Armallei Júnior (1991), a leitura influencia a escrita por vários motivos: o leitor toma contato com novas formas de linguística, enriquece o vocabulário, descobre mundos e amplia conhecimentos. Quem não lê de maneira constante fica limitado no seu universo.


A propósito, recomenda-se aos universitários ingressantes, a aquisição de dicionário de sinônimos e antônimos, em formato impresso e/ou em mídia. Isso evitará a repetição, por exemplo, do termo “através”, às vezes por cinco vezes em um único parágrafo. Saberão que existem outras denominações mais apropriadas, tais como “por meio de”, “por intermédio de”, “mediante” etc. De igual modo, poderá evitar-se a repetição contínua da palavra “pesquisa” em quase todos os parágrafos de um artigo de caráter científico. Os termos “investigação”, “estudo”, “trabalho” poderão ser alternados, inclusive com a palavra “pesquisa”, com o mesmo sentido, deixando o texto mais elegante, digno de uma produção acadêmica.


Com a aquisição de um dicionário da língua portuguesa, o alunado saberá distinguir expressões parecidas, mas que têm significados diversos, tais como: onde; aonde; por que; porque; por quê; porquê; a fim; afim; sobre; sob etc.


Concomitantemente (ampliação do vocabulário + uso correto da escrita), aos poucos, os textos vão sendo lapidados. Os parágrafos, antes extensos, passam a ser mais curtos, propiciando objetividade, concisão, clareza, precisão à escrita.


Ressalte-se, que antes da escrita, os estudantes devem organizar as ideias acerca da temática estudada, com o objetivo de concatenar as ideias, de maneira que a produção acadêmica tenha início (introdução), meio (desenvolvimento) e fim (conclusão).


Com o auxílio das disciplinas “produção de textos” ou “português instrumental” e “metodologia da pesquisa científica”, normalmente ministradas nos semestres iniciais de um curso de graduação, o alunado vai se familiarizando com o uso de citações (diretas, indiretas e citação de citação), as quais fornecem lastro para a inserção de comentários e inferências sobre o tema e, de certa forma, vão dando originalidade à escrita, porque traz o fundamento de expoentes da área e o que o (a) autor (a) compreendeu (assimilou), a partir da leitura.


As Normas Brasileiras de Regulação (NBR) da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) devem ser obedecidas na escrita.  Elas dão o acabamento indispensável à produção acadêmica. São várias: desde à produção da capa, passando pela numeração progressiva das seções de um documento, ao assentamento das referências. Nesse sentido, sugere-se, inicialmente, leitura das NBR: 6022/2018; 6023/2018; 6024/2012; 6027/2012; 6028/2003; 10520/2002; e, 14724/2011.


Finaliza-se este escrito com a seguinte recomendação aos ingressantes universitários: para produzir um texto sobre determinado assunto, procurem ampliar o leque de livros, revistas, sites especializados, e-books, entre outras fontes. Desta forma, o trabalho acadêmico poderá trazer os diferentes olhares acerca de objeto sob investigação. Ah! Evite o plágio – tanto o auto quanto o heteroplágio. Isso é uma questão de ética na pesquisa.


                                                          REFERÊNCIAS 


ARMALLEI JÚNIOR, Walter. Quem lê mais, escreve melhor? Jornal Folha de São Paulo, São Paulo, 20 maio 1991. Disponível em: https://brainly.com.br/tarefa/30942562. Acesso em: 08 jan. 2020.


ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023 – informação e documentação – referências – apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.


______. NBR 6022 – informação e documentação – artigo em publicação periódica científica impressa – apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2018. 


______. NBR 6024 – informação e documentação – numeração progressiva das seções de um documento – apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2012. 


______. NBR 6027 – informação e documentação – numeração progressiva das seções de um documento – apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2012.


______. NBR 6028 – informação e documentação – resumo – apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2003. 


______. NBR 10520 – informação e documentação – citações – apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2003. 


NEVES, Flavia. 9 formas de enriquecer o seu vocabulário (2017). Disponível em: https://www.dicio.com.br/formas-de-enriquecer-o-seu-vocabulario/. Acesso em: 08 jan. 2020.


SANTOS, Luiz Carlos dos. Tópicos sobre metodologia da pesquisa científica [...]. Salvador: Quarteto, 2007.