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NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE: o envolvimento docente em um curso de graduação.
Postado em 17-08-2017
 
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Gestão de Cursos de Graduação Frente as Novas Tendências Educacionais - Andrea Xavier Francisco Penh
1.INTRODUÇÃO - As últimas décadas tem sido marcadas por inúmeras mudanças no contexto global advindas do processo de desenvolvimento tecnológico, globalização e no atual momento, no cenário nacional, uma crise ética e moral sem precedentes que se desdobrou em graves consequências sociais, econômicas e políticas. Neste contexto, de insegurança e instabilidade sócio, político e econômico o sentimento que assola a nação é de incredulidade diante, principalmente diante das políticas públicas que ao invés de promoverem a igualdade e uma vida mais digna ao cidadão, caminha na contramão refletindo hoje uma situação de forte desigualdade social de oportunidades, acompanhada pelo desemprego com mais da metade da população economicamente ativa em condições de desemprego ou incorporada à economia informal. É evidente que este quadro afeta substancialmente o ensino superior no país. Pelo lado do alunado, que sem renda fixa tende a evadir, consequentemente aumentando o número de pessoas sem acesso ao conhecimento e pelas instituições de ensino superior sejam públicas ou privadas pela falta de compromisso do estado com ações e políticas de incentivo à educação. Portanto, diante da atual conjuntura será um grande desafio para a educação universitária buscar mudanças e alternativas e continuar, mesmo que em ritmo mais lento, buscando a expansão do ensino superior, pois, para superação da crise é necessário acreditar e perseguir o ideário que através da educação e do processo de conhecimento é possível formar cidadãos cônscios do seu papel social. Mesmo que pareça utópico, tendo em vista o contexto histórico-social, a junção de esforços advindos de cidadãos que acreditam que é possível sim buscar uma nova realidade, com forças institucionais sérias e éticas poderá impulsionar e motivar a educação do ensino superior. No entanto, para se alcançar o objetivo de buscar uma formação mais holística do ser humano é necessário que as instituições do ensino superior repensem suas práticas pedagógicas e busquem abordagens coerentes com o modelo de sociedade que querem construir. - Leia Mais

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Coordenadores de área falam sobre a avaliação de mestrados profissionais
Uma das novidades da Avaliação Quadrienal dos cursos de pós-graduação stricto sensu realizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) neste ano foi o período reservado para análise exclusiva dos mestrados profissionais. Entre os dias 31 de julho e 5 de agosto, reuniram-se 20 áreas que possuem nove ou mais programas de mestrado profissional em funcionamento: Administração Pública e de Empresas, Ciências Contábeis e Turismo; Arquitetura, Urbanismo e Design; Ciência da Computação; Ciências Agrárias I; Ciências Ambientais; Economia; Educação; Enfermagem; Engenharias I; Engenharias II; Engenharias III; Engenharias IV; Ensino; História; Interdisciplinar; Medicina I; Medicina II; Odontologia; Planejamento Urbano e Regional/Demografia; Saúde Coletiva. Além das áreas citadas ainda esteve presente a área de Sociologia avaliando tanto os programas profissionais quanto acadêmicos. Mestrado profissional é a designação do mestrado que enfatiza estudos e técnicas diretamente voltadas ao desempenho de um alto nível de qualificação profissional. Confere idênticos grau e prerrogativas que o mestrado acadêmico, inclusive para o exercício da docência. Como todo programa de pós-graduação stricto sensu, a validade nacional do diploma está condicionada ao reconhecimento prévio do curso. A partir da publicação da Portaria Normativa nº 17/2009 (atualizada pela Portaria nº 131/2017) que regulamentou a modalidade no âmbito da CAPES, houve crescimento nacional desta modalidade nas mais diferentes áreas. O coordenador da área de Odontologia, Carlos José Soares, da Universidade Federal de Uberlândia, ressalta no atual momento a construção de uma identidade própria desta modalidade. “Sem dúvida, o mestrado profissional na área de odontologia hoje atinge uma maturidade que gera identidade dessa modalidade de programas dentro do panorama nacional. Temos experiências que iniciaram nos anos 90 e hoje temos 24 programas em diferentes perfis, o que significa cerca de 30% dos programas da área. Desde atenção à saúde pública, passando pelo desenvolvimento de produtos e tecnologias, assim como formação voltada para serviço odontológico. Tudo isso com uma consolidação da identidade. Esse é o ponto mais importante em minha perspectiva.” Movimento semelhante se apresenta na área de Administração, responsável pelo primeiro mestrado profissional recomendado pela CAPES, originário de um Master of Business Administration (MBA) da Fundação Getulio Vargas (FGV), cuja primeira turma teve início em 1978. “A partir da portaria de 2009, quando se teve um incentivo para integrar a formação em pós com o mercado e as organizações, assim como uma orientação mais clara do que são os cursos, começou um avanço expressivo da área em termos de números de programas”, explica a coordenadora, Eliane Pereira Zamith Brito da FGV de São Paulo. Hoje, de 182 cursos da área de administração, 75 são mestrados profissionais. “É um número expressivo, mas o que é mais expressivo é o crescimento avassalador nos dois últimos períodos de avaliação, de 2010 até agora”. Para a coordenadora, o crescimento é resultado da compreensão que o mestrado profissional atende, particularmente as áreas mais diretamente vinculadas ao mundo do trabalho e ao sistema produtivo, a demanda de profissionais qualificados. “Fizemos o esforço de tornar mais claro como deveria ser o perfil do egresso de um mestrado profissional, assim como o que deveria ser o trabalho de conclusão desse curso: não necessariamente uma dissertação nos moldes tradicionais, pelo contrário, deve se preocupar com a intervenção nas organizações e dessa intervenção gerar produtos que reflitam a melhoria do ambiente em que o aluno está trabalhando”, conta Eliane. A modalidade também tem crescimento relevante na área de Saúde Coletiva, como explica o coordenador Guilherme Loureiro Werneck da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). “A área de Saúde Coletiva se caracteriza na sua origem como espaço onde você tem conhecimento científico para o estudo da distribuição de doenças na população e da gestão dos serviços de saúde com uma face muito aplicada. O conhecimento tem intenção de modificação social muito clara, que se dá por meio dos serviços de saúde, públicos ou privados, geralmente envolvidos no Sistema Único de Saúde (SUS). Uma das missões da área de saúde coletiva é, portanto, formar não apenas pesquisadores, cientistas e professores para universidades, mas formar pessoal qualificado para resolver os problemas concretos que surgem nos serviços de saúde”. Cerca de 40% da área de Saúde Coletiva são programas profissionais, que abordam temas bastante diferentes, desde saúde na família a avaliação de tecnologias a serem integradas pelo SUS. A área de administração já realizava as avaliações dos cursos profissionais de maneira separada, mas em um mesmo momento, desde 2010. - Leia Mais

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