|
|
|
|
Blog
CONTROLE INTERNO SOB A ÓTICA DA COMUNICAÇÃO DE DEFICIÊNCIA AOS RESPONSÁVEIS PELA GOVERNANÇA EMPRESAR
Postado em 01-08-2020
 
Textos de opinião
Encontre aqui todos os Textos de Opinião disponíveis no site.
 
Notícias
Segunda canção de muito longe - Mário Quintana
Havia um corredor que fazia cotovelo: Um mistério encanando com outro mistério, no escuro… Mas vamos fechar os olhos E pensar numa outra cousa… Vamos ouvir o ruído cantado, o ruído arrastado das correntes no algibe, Puxando a água fresca e profunda. Havia no arco do algibe trepadeiras trêmulas. Nós nos debruçávamos à borda, gritando os nomes uns dos outros, E lá dentro as palavras ressoavam fortes, cavernosas como vozes de leões. Nós éramos quatro, uma prima, dois negrinhos e eu. Havia os azulejos, o muro do quintal, que limitava o mundo, Uma paineira enorme e, sempre e cada vez mais, os grilos e as estrelas… Havia todos os ruídos, todas as vozes daqueles tempos… As lindas e absurdas cantigas, tia Tula ralhando os cachorros, O chiar das chaleiras… Onde andará agora o pince-nez da tia Tula Que ela não achava nunca? A pobre não chegou a terminar o Toutinegra do Moinho, Que saía em folhetim no Correio do Povo!… A última vez que a vi, ela ia dobrando aquele corredor escuro. Ia encolhida, pequenininha, humilde. Seus passos não faziam ruído. E ela nem se voltou para trás! Mário Quintana - Leia Mais

Veja outras matérias

 
O que há de interessante?
Desencanto
Eu faço versos como quem chora De desalento... de desencanto... Fecha o meu livro, se por agora Não tens motivo nenhum de pranto. Meu verso é sangue. Volúpia ardente... Tristeza esparsa... remorso vão... Dói-me nas veias. Amargo e quente, Cai, gota a gota, do coração. E nestes versos de angústia rouca Assim dos lábios a vida corre, Deixando um acre sabor na boca. Manuel Bandeira - Leia Mais

Veja outras matérias